Muitos companheiros pregam a mudança, como se mudar fosse zerar tudo , começar do zero; todos os dias o sol nasce, o sol muda de locar em relação à terra e outros astros porém não vem com o intuito de destruir aquilo que fora construído ontem, ele nasce para que se continue a construir dia após dia hora pós hora minuto pós minuto. Construir; não se deve construir, desenvolver-se sem sustentabilidade.
Estamos mais uma vez diante de mais uma eleição no SINDIPETRO ALSE, o momento é de regar o que já está semeado; é de podar o que está desconforme preservando os frutos e a planta, é hora de provocar a renovação – INOVAR.
E O GRUPO VOZ DA BASE, tem esta missão a cumprir juntamente com os demais companheiros que se colocaram no contexto de composição da CHAPA -1 – RESISTENCIA E LUTA! Inovar; inovando se alteram as coisas, introduzindo-lhes novidades sem deixar de fora as coisas boas já alcançadas, sem perder o amor, “sem perder a ternura”.
Dizia o ERNESTO GUEVARA,
“Deixe-me dizê-lo, sob o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor. É impossível pensar num revolucionário autentico sem essa qualidade”.
Não se muda só por mudar, se muda inovando, inovando se alteram as coisas, introduzindo-lhes novidades, e a chapa – 01 hoje tem este propósito, para ser um instrumento de resistência na luta desigual entre CAPITAL X TRABALHO. Algum de nós companheiros não é companheiro de sempre. Abandonaram o amor aos pobres, que se multiplicam dia após dia na imensa Pátria latino-americana. E por muitas vezes fazem de amigos inimigos, e de verdadeiros inimigos aliados, minados pela vaidade e pela disputa de espaços de projeção pessoal e imediata. Já não trazem o coração aquecido por ideais de justiça esqueceram o trabalho de base e agora, barganham UTOPIAS POR CARGOS. A causa como paixão desaparece, como o romance entre um casal que já não se ama. O que era NOSSO ressoa como MEU e a sedução do capitalismo ofusca valores e se ainda prosseguem na luta, é porque a estética do poder exerce maior fascínio que a ética do serviço.
Ainda há tempo de colher; o trabalhador, o petroleiro, que se ama, não pode se deixar que lhe submetam a viver sempre de joelhos, em troca de um avanço de nível, de uma promoção, de um cargo seja ele qual for ou até de uma viagem de cortesia, em troca da submissão, da traição, e da usurpação de seus valores, por uma barganha utópica por cargos.
Diz Frei Betto;
“Sonhos libertatórios não se confinam em gaiolas como pássaros domesticados”.
A Luta deve Continuar!
Ivan de Lima Fonseca(Tchá)
É ADVOGADO, MEMBRO DO DM MUNICIPAL DE AJU, DO PT/SE, PETROLEIRO MEMBRO DO MOVIMENTO