Categoria: CSP-Conlutas

Postado em 07/06/2015 11:27

Petroleiros da CSP-Conlutas aprovam manifesto por uma jornada nacional de luta contra a privatização e a venda de ativos na Petrobrás

A reunião setorial de petroleiros da CSP-Conlutas nesse 2º Congresso representou um passo importante na construção de uma alternativa dos trabalhadores do setor petróleo, que se enfrente contra os ataques do governo Dilma, do Congresso Nacional e da oposição de direita. Estavam presentes trabalhadores do setor petrolífero, químicos, polímeros, fertilizantes e construção civil das obras na área de petróleo. Dentre estes, haviam companheiros e companheiras de Sergipe e Alagoas, do Rio de Janeiro, Caxias, Norte Fluminense, São Paulo, Litoral Paulista, São José dos Campos, ABC e Minas Gerais.

O grupo aprovou um manifesto, para junto a FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), fazer um chamado público à FUP (Federação Única dos Petroleiros) no sentido de construir unificadamente uma jornada nacional de lutas contra a privatização, contra o corte de direitos, em defesa dos empregos e pela reincorporação da Transpetro na Petrobrás. Junto a isso, impulsionar a formação de comitês de luta pela base, em cada local de trabalho para construir a resistência.

André Bucaresky, o Buca, direção do Sindipetro Rio, explica que está acontecendo o maior projeto de privatização da Petrobrás, articulado pelo PT de Lula e Dilma. "Já estão vendendo ativos da Petróbrás a um valor muito inferior ao seu valor real. Anunciaram que vão transformar o parque termelétrica em uma empresa e vão vender 49% dela. Vão vender navios, há fortes especulações que vão vender uma parte da Transpetro, talvez terminais e dutos e até mesmo áreas administrativas”, afirma.

Buca agita ser mais do que necessário a categoria petroleira se levantar para resistir a tudo isso. “Podemos assim avançar na construção de uma greve nacional petroleira, contra a venda de ativos, contra os cortes de emprego, a garantia das obras, em defesa dos nossos direitos e para derrotar mais uma vez o projeto de privatização da Petrobrás. Junto a isso, construir uma greve geral dos trabalhadores, para derrotar o ajuste fiscal do governo Dilma, do Congresso Nacional, em conluio com a oposição de direita".

Na reunião também esteve presente o companheiro petroleiro venezuelano, Endy Torres, que também batalha em seu país para construir uma organização que resgate a autonomia ao governo e a independência de classe. Segundo ele, a organização da qual faz parte tem cerca de 20 trabalhadores, mesmo diante de muita repressão por parte do governo de Nicolau Maduro, que tem dado continuidade a mesma política de Hugo Chaves.

“A federação unitária dos trabalhadores petroleiros, que pertence ao governo, tem uma política de perseguição aos dirigentes sindicais eleitos na base, inclusive com ameaças de prisão. Eu fui uma vítima no começo do ano passado. Fui preso pelo governo do Nicolau Maduro junto com dez outros dirigentes sindicais. Só a força dos trabalhadores organizados é que pode fazer uma pressão para que nos tirassem da prisão”, relata. 

Em seguida, Marcelo Calório, da direção recém eleita do Sindipetro Litoral Paulista, falou sobre a experiência dessa disputa vitoriosa e apontou os próximos passos. "Agora o desafio é reconstruir a confiança da base no sindicato, construir a FNP, fazer uma unidade contra o peleguismo da FUP e contra todos aqueles que não estão do lado dos trabalhadores".

Depois disso a discussão abriu para que os demais que estavam presentes pudessem falar e assim afinar a formulação das resoluções. Intensificar a organização dos trabalhadores pela base, desenvolver um trabalho mais intenso junto ao setor de terceirizados e unificar a categoria nacionalmente em torno da luta em defesa da Petrobrás 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, foram os principais eixos apresentados o debate.

Veja as principais resoluções que foram aprovadas

- Construir no dia 12 de junho um dia nacional de luta na Transpetro contra a privatização e pela reincorporação da empresa a Petrobrás.

- Campanha nacional SOS emprego.

- Campanha pelo retorno do companheiro Miudinho, diretor do Sindipetro AL/SE, ao local de trabalho.

- Campanha contra o assédio Moral e sexual dos petroleiros diretos e terceirizados.

- Campanha em defesa do efetivo mínimo e da segurança no trabalho.

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