Categoria: CSP-Conlutas

Postado em 08/06/2015 19:47

Manifesto por uma jornada nacional de luta contra a privatização da Petrobrás

12 de junho é Dia de Luta na Transpetro. Vamos construir os comitês locais contra a venda de ativos!

Os trabalhadores brasileiros sofrem hoje um sério ataque com o ajuste (arrocho) fiscal, o PL da Terceirização e cortes no orçamento das áreas sociais. Na Petrobrás, amargamos um pretenso prejuízo da empresa, ao mesmo tempo que emplacamos um aumento no lucro operacional. 

Ao longo de 2014, ainda, a empresa pagou aos governos 103 bilhões em impostos, contribuições e participações e royalties. Mas, impôs um desconto de R$ 60 bilhões de seus resultados (6 bi de corrupção + 44 bi de perdas de valor de empreendimentos + 10 bi de custos afundados e despesas não recorrentes). A corrupção e as medidas de arrocho na Petrobrás se abateram primeiramente sobre os que já são os mais explorados no seu dia-a-dia: os terceirizados. Milhares de trabalhadores foram demitidos e levaram calote.

O governo Dilma já anunciou medidas de arrocho, venda de ativos e freio nos investimentos (obras em curso e novos projetos). A Petrobrás anunciou a contratação de instituições financeiras para prepararem o seu fatiamento. Ventila-se a entrega de  navios da TRANSPETRO, parte do seu controle acionário e parte  da BR-Distribuidora, a venda das Usinas Termelétricas (UTEs) e das FAFENs, de Plataformas e até o desmembramento das áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação e do Compartilhado em empresas terceiras prestadoras de serviços. Já se deu a venda de ativos na Argentina, em que o pagamento recebido equivaleu a algo como a rentabilidade que o ativo auferiria em menos de 2 anos. E agora, é fato, que a Petrobrás colocou à venda áreas exploratórias e campos até do Pré-sal!

É hora de enfrentar Bendine e a venda de ativos. Os trabalhadores petroleiros , que já enfrentaram Collor, FHC e até mesmo o exército, devem dar uma resposta à altura. É possível derrotar os planos privatizantes que Dilma, o PT, o PSDB, o PMDB, o Congresso Nacional e a “grande mídia” tentam impor. Não deixemos que a soberania nacional seja subjugada aos interesses das multinacionais. 

Já demonstramos disposição de luta nas mobilizações dos dias 15/04 e 29/05. Devemos ter agora um plano mais completo e amplo de luta. Juntos com a FNP, convocamos a FUP e Sindipetros a construirmos um calendário que unifique nossos atos, manifestações e paralisações contra todos estes ataques. Negar-se a essa unidade de ação, como tem feito repetidamente a FUP, é fazer o jogo do governo e da velha direita, e fragilizar a luta dos trabalhadores, facilitando a entrega de nossas riquezas.

Nosso desafio imediato é tornar o próximo 12 de JUNHO, DIA NACIONAL DE LUTA pela REINCORPORAÇÃO DA TRASNPETRO ao Sistema Petrobrás, na data de aniversário da empresa. Essa ideia já está sendo defendida por vários trabalhadores de base de todo o país. 

No mesmo sentido, sábado, 20 de junho, no Sindipetro-RJ, realizaremos a Plenária Nacional de organização dos COMITÊS DE LUTA CONTRA A VENDA DE ATIVOS, convocada pela FNP. 

Para barrar de vez esses ataques é preciso incorporar o conjunto da classe trabalhadora nessa luta. FUP, CUT e demais centrais devem romper seus compromissos com o governo e se somar a este movimento, rumo à GREVE GERAL contra a privatização e a perda de direitos.

-  12 de junho - Dia de luta nacional pela Reincorporação da Transpetro
-  Todo o petróleo e gás para uma Petrobrás 100% Pública e Estatal sob controle dos Trabalhadores.
-  Contra a venda de ativos, terceirização e outras formas de privatização da Petrobrás
-  Em defesa dos investimentos e dos empregos. Contra as demissões e os calotes aos trabalhadores.

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