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Postado em 31/08/2016 12:17

É HORA DE CONSTRUIR A GREVE NACIONAL

para impedir a privatização da Petrobrás e o corte de direitos!

O atual presidente da Petrobás, Pedro Parente, insiste em afirmar que os desinvestimentos e as parcerias, os novos nomes da privatização, são inevitáveis se queremos salvar a empresa. Os últimos balanços dizem o contrário. É justamente o fato de ser uma empresa integrada, do poço ao posto, que a protege das flutuações do mercado e das disputas entre a OPEP e os países centrais. 

A venda da BR Distribuidora pode comprometer o escoamento dos derivados, inviabilizando a Diretoria de Refino e gás Natural. A venda do campo de Carcará provoca uma perda de receita estimada em 210 Bilhões de Reais, com o atual preço do barril de petróleo.

Também precisamos derrotar a PL 4567 acordado entre Serra, Dilma e Renan, que retira a obrigatoriedade da Petrobras de operar e participar dos leilões do pré-sal.

Ainda pior fica a vida dos petroleiros. Arrocho salarial, perda de direitos, diminuição do efetivo e sucateamento das plantas são parte da preparação para a privatização. Para os trabalhadores, a juventude e a população em geral, uma Petrobrás menos integrada e mais vinculada aos objetivos privados significa combustíveis e gás de cozinha mais caros, a perda da soberania e do controle sobre a nossa matriz energética e o futuro do nosso país.

Petroleiras e petroleiros não se conformam e vão à luta – com DEMOCRACIA e UNIDADE!

A greve na BR Distribuidora durou cinco dias e mostrou que os petroleiros não vão assistir sem reação ao desmonte da Petrobrás. 
A Mobilização Nacional do dia 16/08, os abraços aos edifícios Lubrax, Senado, Edise e Transpetro Sede, a Caravana de paralisações em SP, a greve dos campos terrestres no nordeste e Espírito Santo apontam no mesmo sentido. No entanto, essas diversas ações, por mais importantes que sejam, não podem continuar fragmentadas. O governo Temer, Pedro Parente e a grande mídia estão unificados contra nós, por isso não podemos vacilar.

Propomos a todas as entidades parceiras nesta luta, FUP, FNP, Sindipetros, Sitramicos, AEPET, FENASPE e centrais a realização de uma plenária nacional de todas as bases do Sistema Petrobrás para a preparação de um calendário unificado de lutas e da greve nacional da categoria. 

Precisamos de um movimento que comece e termine de forma democrática e unitária!

A forma como a última greve terminou, no auge e sem nenhuma garantia de não privatização, demonstrou que precisamos superar a forma como encaminhamos a nossa greve e a nossa luta. Precisamos de maior participação da base, da turma dos locais de trabalho, gente de cada grupo, cada turno, cada gerência geral. Organizar um comando nacional e comandos locais será fundamental para nossa vitória. Esse também é um método para resguardarmos a democracia e combatividade de nosso movimento.

Fora Temer, todos os corruptos e os que querem privatizar a Petrobrás!

O governo Michel Temer, apoiado pela velha direita, quer retirar direitos dos trabalhadores, aumentar o tempo de aposentadoria, privatizar o que resta das estatais e acabar com o serviço público. O plano de desinvestimento e a venda de ativos, iniciado com o PT ainda à frente do governo, ganha agora novo impulso.

O “Fora Temer” está ganhando força. Inclusive, muitos petroleiros apareceram com seus cartazes nos estádios olímpicos, demonstrando nossa indignação.

É preciso construir uma aliança da classe trabalhadora, uma alternativa a PMDB, PSDB e PT. Exigir Eleições Gerais, com novas regras, para que o povo possa debater e decidir quais propostas são as melhores para o país.

15/09 – DIA NACIONAL DE LUTA

Unificar as lutas de trabalhadores dos Correios, dos Bancos e da Petrobrás, rumo a uma greve geral!

Em defesa da soberania, dos interesses dos trabalhadores e da juventude do país, é preciso unificar as lutas da categoria num calendário nacional de mobilização, rumo à greve nacional em defesa dos empregos, dos direitos e contra as privatizações.

Importantes congressos como os da FNP e FENTECT (trabalhadores dos Correios) indicaram o dia 15/09 como início de uma greve nacional. É disso que precisamos: unificar as campanhas salariais do segundo semestre, rumo à Greve Geral! Não podemos repetir 2015, onde FUP e CUT recusaram-se a unificar a greve de bancários, petroleiros e correios contra os projetos do governo Dilma.

ACT 2016 #NENHUMDIREITOaMENOS

Assim como em 2015, vamos combinar a luta contra a privatização com a luta pelos nossos direitos e condições de trabalho e remuneração. 

Frente a uma severa crise econômica, é hora de preservarmos nosso salário, nos protegermos contra a inflação e impedir que mais uma vez descontem em nossas costas a crise capitalista. Que os patrões a paguem!

Esse “desconto” também vem em forma de direitos trabalhistas, benefícios e condições de segurança e saúde. Por isso, este ano temos que nos antecipar à sanha do Governo Temer e arrancar tudo o que for possível, baseado em nossa Pauta Histórica, não admitindo nenhum direito a menos.

Para privatizar, gestores demitem e perseguem. NÃO AO ASSÉDIO MORAL!

O presidente Pedro Parente diz que está fazendo uma campanha de valorização da força de trabalho. Vê-se banners e cartazes pendurados por todo o lado, falando que a força da Petrobras são os seus funcionários. 

No entanto, o que tem acontecido é a desvalorização, com o não pagamento da PLR, ANPR, RMNR, Benefício Farmácia... Além da  dramática demissão em massa dos petroleiros de crachá marrom e um PIDV para os crachás verdes. O clima de medo da demissão é generalizado na empresa. A carga de tarefas aumenta a cada dia, na medida em que os que ficam assumem as tarefas dos demitidos.

Também punições por motivos fúteis e perseguições políticas têm sido aplicadas aos ativistas de base e cipistas das unidades que serão privatizadas no futuro (vide a UO-Rio), passando uma mensagem de ameaça e medo contra as mobilizações da categoria. O assédio moral e sexual, a homofobia, o racismo e o machismo crescem e servem ao mesmo objetivo inibidor.

VAMOS CONSTRUIR A LUTA COMUM PELO FORA TEMER E EM DEFESA DA PETROBRÁS!

FUP, FNP, Sindipetros, Sitramicos, AEPET e seus dirigentes não podem vacilar na unidade de ação pra valer! Repousa sobre os dirigentes sindicais uma responsabilidade muito grande. Os trabalhadores já mostraram que querem lutar, mas precisamos estar atentos e cobrar das direções sindicais a unidade de ação nacional na prática e com democracia. Apostar na organização e no controle das mobilizações em cada local de trabalho, a partir da base.

Por outro lado, temos que saber o que nos une, não podemos submeter os esforços da categoria à campanha “Lula 2018”, é preciso unificar e nacionalizar a luta da categoria pelo “Fora Temer e Parente”, contra a privatização e em defesa de nosso ACT. Parece que não entenderam que a categoria repudia esse tipo de política. Não queremos um sindicato atrelado ao governo nem a candidato nenhum!

A FUP deveria, por exemplo, ter convocado a FNP para realizar conjuntamente o seminário da Transpetro. No dia nacional unitário, 16/08, construído por todas as Centrais e pela FNP, que era na semana da greve da BR, fez muita falta uma mobilização contundente da FUP. Não podemos restringir a unidade de ação às ações parlamentares em Brasília e iniciativas regionais, por mais fortes e importantes que estas sejam. 

É preciso tirar as resoluções do Congresso da FNP do papel e pôr em marcha seu Plano de Ação, convocar as plenárias em todos os estados, independente de serem “da  FUP” ou “da FNP” e preparar pra valer a Greve Nacional Unificada.

S.O.S. EMPREGO 

Como demonstraram outros processos, privatização gera desemprego e caos social que, junto à atual crise econômica, coloca em risco milhares de empregos. Disso não nos deixam esquecer os guerreiros do Movimento SOS EMPREGO e os mais de 170 mil terceirizados demitidos no último período. Ao contrário do que alguns pensam, não gera “oportunidades na carreira” nem muito menos acaba com a terceirização. 

​ ​PRÓXIMOS PASSOS - PARTICIPE COM OS PETROLEIROS DA CSP-CONLUTAS!

- Buscar diversas entidades - FNP, FUP, AEPET, SITRAMICOs, FENTECT, FINDECT, CONTRAF-CUT - para que unifiquem as campanhas salariais e a mobilização contra as privatizações;

- Realizar setoriais, assembleias, mobilizações, atos, atrasos etc., preparando as mobilizações em defesa da PETROBRÁS; 

- Divulgar o abaixo-assinado contra a PL 4567 “Do pré-sal não abro mão”;

- Divulgar manifesto pela unidade na luta e construção dos comandos locais de greve;

- 15/09 – Dia de luta nacional buscando unificar com os trabalhadores dos correios, bancários, metalúrgicos etc. 

 

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