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Postado em 07/07/2017 11:22

FNP exige respeito aos petroleiros e á vida

Direção da Petrobrás sustenta retirada de diretos e não abre mão de redução de efetivos para privatizar a Petrobrás

Por André Lobão, jornalista do Sindipetro-RJ e Vanessa Ramos, jornalista da FNP

Nesta quarta-feira (5), no segundo dia de atividades das reuniões de Comissões de Acompanhamento do ACT, na parte da manhã, a pauta do encontro entre a Federação Nacional dos Petroleiros  (FNP) e a Petrobrás foi sobre efetivos de trabalho.

Os representantes da FNP fizeram questionamentos sobre o plano adotado pela Petrobrás  que já reduz, nas refinarias, os contingentes de efetivos de turno.

Segundo a Federação, a situação acarreta em aumento da precarização e  de assédio moral, além de ser uma estratégia para  implementação, num futuro próximo, da terceirização  nas operações das refinarias.

Os dirigentes também questionaram problemas que envolvem particularidades dos respectivos sindicatos filiados à FNP.

Dois pontos destacados foram, novamente, as punições em função da participação em greves e a realização do curso de NR no período da madrugada, que vem acontecendo especificamente na Revap.

“Prática  que reduz o efetivo e coloca em risco a execução das tarefas”, alerta Rafael Prado, diretor da FNP e do Sindipetro-JSC.

Em seguida, a Petrobrás apresentou a nova reorganização de método de trabalho na área industrial, uma apresentação nada convincente que prioriza somente resultados técnicos e desconsidera os fatores humanos, desrespeitando, por exemplo, a “NR 17”, que trata da adaptação das condições de trabalho, as características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

Além disso, a metodologia não releva a participação dos sindicatos e das CIPAS na elaboração do estudo. Embora representantes do projeto inssistam em afirmar que  o projeto de redução de efetivos tenha sido construído com os trabalhadores das refinarias.

De acordo com Lourival Júnior, dirigente da FNP e do Sindipetro-PA/AM/MA/AP, o estudo apresentado é “furado, completamente fora da realidade, que visa apenas reduzir quadro para privatizar a Petrobrás” – afirmou.

Outra crítica ao método apresentado pela empresa  para justificar a redução dos efetivos foi sobre a falta de informações sobre a real situação  dos equipamentos e da sua manutenção.

Para finalizar, em princínpio, fica entendido que a metodologia é uma proposta apenas para a área de refino. No entanto, a FNP acredita que é uma questão de tempo para que o método seja aplicado em todo o Sistema Petrobrás.

​Fonte: FNP

 

 

 

 

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