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Postado em 04/10/2017 15:27

Aniversário de 64 anos da Petrobras é marcado por manifestações contra privatizações e as reformas trabalhista e da previdência

No aniversário de 64 anos da Petrobras, petroleiros em todo o país se mobilizaram contra a privatização das empresas estatais e contra a retirada de direitos. Em Sergipe, a manifestação ocorreu na sede da Petrobras, na Rua Acre, em Aracaju. Junto do ato, os petroleiros realizaram assembleia, onde a proposta de acordo coletivo apresentada pela empresa foi rejeitada por unanimidade, com 87 votos.

E Maceió, o Sindipetro AL/SE fez uma atividade na base da Petrobras em Pilar e depois seguiu para o ato  em frente a Eletrobrás/, na Avenida Fernandes Lima, bairro do Farol.

NO RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, aproximadamente 10 mil trabalhadores saíram em passeata na Av. Rio Branco, rumo ao Edifício-Sede da Petrobras. Além dos petroleiros, servidores públicos, bancários, professores, trabalhadores da iniciativa privada e desempregados se mobilizaram com paralisações, greves e protestos contra a privatização de empresas públicas e as reformas Trabalhista e da Previdência.

Trabalhadores da Cedae (empresa de abastecimento de água do Rio de Janeiro) fizeram greve de 24 horas. Essa empresa, assim como a Deso, em Sergipe, está em vias de ser privatizada.

Os profissionais das escolas municipais também realizaram uma greve de 24 horas e neste momento fazem um ato de protesto na porta da prefeitura contra a política educacional do prefeito Crivella e contra a falta de reajuste salarial em 2017. Os(as) trabalhadores(as) se reuniram a outras categorias em um ato em frente à Cedae.

Um grupo de petroleiros também foi em direção a sede da Petros, fundo de previdência dos funcionários da Petrobras, onde realizaram um protesto contra uma dívida que é da empresa, mas ela quer empurrar para os trabalhadores pagarem.

MOBILIZAÇÃO NÃO PODE SE TORNAR PALANQUE ELEITORAL

De acordo com o petroleiro e dirigente do Sindipetro RJ Eduardo Henrique, que também integra a CSP-Conlutas/RJ, as mobilizações são fundamentais no combate ao desmonte que os governos estão fazendo com as empresas públicas. Contudo, o dirigente salienta que a mobilização não pode ser descaracterizada e transformada em palanque eleitoral para nenhum político.

 “Aqui no RJ, estão tentando sequestrar essa data e transformá-la em palanque para o Lula que já confirmou presença no ato. Nós, da CSP-Conlutas, estaremos com uma coluna independente e combativa nessas manifestações e faremos essa denúncia”, alertou o dirigente.

PRIVATIZAÇÕES EM LARGA ESCALA

Esse pacote de privatizações foi aprovado pelo governo Temer em agosto. Além da privatização da Eletrobras, estão na lista 14 aeroportos, onze blocos de linhas de transmissão de energia elétrica, 15 terminais portuários, rodovias, e empresas públicas, como Casa da Moeda.

A Petrobras anunciou a venda de 74 plataformas de petróleo. Chamado de plano de desinvestimentos, na prática, significa privatização, entrega do patrimônio público à iniciativa privada.

Os trabalhadores dos Correios em greve desde o dia 20 de setembro, também estão em luta contra a privatização da empresa, cuja intenção de entregá-la à iniciativa privada já foi anunciada pelo governo Temer.

A CSP-Conlutas apoia incondicionalmente as mobilizações e manifestações dos servidores e trabalhadores em geral, participa das manifestações e reforça que é possível os trabalhadores garantirem seus direitos por meio da luta.

A Central defende a imediata preparação de uma Greve Geral que derrote os planos de ajuste fiscal do governo federal e, por conseguinte, dos governos estaduais e municipais.

 

 

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