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Por Sindipetro em 06/12/2017 15:05

5 de Dezembro foi dia de Greve Geral contra Temer e a Reforma da Previdência

Mesmo com o recuo das maiores centrais sindicais, especialmente da CUT e da Força Sindical, esta terça-feira, 5 de dezembro, foi dia de greves, protestos e manifestações em todo o país contra a Reforma da Previdência. Em Sergipe as direções estaduais das centrais se rebelaram contra a orientação das suas direções nacionais e a Greve Geral foi mantida. O mesmo ocorreu na Paraíba e no Maranhão.

Petroleiros, bancários, rodoviários, comerciários, servidores públicos, professores estaduais, municipais e da universidade federal, técnicos administrativos da UFS e do instituto federal (IFS) paralisaram em Sergipe. Além disso, trabalhadores desempregados, trabalhadores do campo e do movimento popular por moradia fecharam vias de acesso a Aracaju.

“Foi muito positiva a manutenção da unidade de ação em Sergipe. As direções estaduais das centrais em geral avaliaram como um tremendo erro o adiamento da greve. E de fato é um tiro no próprio pé. As direções vacilam, enquanto a classe trabalhadora tem disposição e quer lutar, mas sem o apoio de seus sindicatos, fica muito mais difícil. Principalmente quem trabalha no setor privado, está sujeito a todo tipo de ameaças e retaliações por parte dos patrões”, afirma Bruno Dantas, diretor do Sindipetro AL/SE.

Com o avanço das mobilizações e os escrachos contra os deputados e políticos, Temer tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários para aprovar a Reforma da Previdência. Enfraquecer a luta em um momento como esse é ajudar o governo a ganhar fôlego para se rearticular e aprovar a reforma.

Não vamos permitir que aconteça o mesmo que aconteceu com a Reforma Trabalhista. Nas vésperas da mobilização, a CUT e a Força Sindical desmobilizaram a Greve Geral. Dez dias depois a reforma foi aprovada.  

Com 4% de popularidade, o governo só se sustenta pela vontade da burguesia e do congresso nacional de corruptos e pela posição recuada das direções sindicais. Por isso é necessária uma greve geral urgente, para derrubar Temer, suas reformas e todos os corruptos.    

Confira como foi a Greve Geral em Sergipe onde o Sindipetro e a CSP-Conlutas estiveram presentes:

Em Petroleiros, houve forte adesão da categoria.

Na sede

 

No Tecarmo

 

Em Carmópolis apenas 10 petroleiros próprios entraram para trabalhar. De um total de 600 terceirizados, apenas 60, ou seja, 10% entraram para trabalhar após às 9 horas da manhã, depois de muito assédio por parte da empresa. Nas áreas isoladas só o pessoal de turno trabalhou. 

 

Na fafen

 

A saída de Aracaju pela Osvaldo Aranha, na BR 235 foi fechada pelo movimento popular por moradia (Luta Popular e FNL), trabalhadores do campo (Fafer), operários desempregados (SOS Emprego) e a direção do Sindicagese. Os manifestantes seguraram o piquete até às 9 horas da manhã.

 

Na avenida Marechal Rondon, o movimento popular, junto com os técnicos e professores da UFS (Sintufs e Adufs), fecharam a avenida Marechal Rondon e a entrada da garagem de ônibus da Progresso. Os manifestantes seguraram o piquete até às 11 horas da manhã. 

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