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Por Sindipetro em 14/12/2017 11:42

FNP propõe rejeição da proposta e Greve dia 03 de janeiro

A Petrobrás realizou reunião de negociação com a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), na terça-feira, dia 12. A proposta não atendeu aos pleitos da contraproposta apresentada pela FNP, embora apresente algumas diferenças em relação à anterior. Entre os problemas, a proposta incluiu cláusula que pode viabilizar demissão em massa. 

Não admitimos essa proposta. Ela precisa ser rejeita amplamente pelas bases em assembleia.  O Sindipetro AL/SE realizará assembleias a partir desta sexta-feira (15). Confira AQUI o calendário de assembleia.

Por que a proposta da Petrobras deve ser rejeitada?

1. A cláusula 9, da última proposta apresentada pela Petrobras, e a cláusula 42, da Minuta de ACT, abre caminho para que a gestão da empresa faça demissão em massa onde houver venda de ativos da Petrobras.

2. A cláusula 42 permite a demissão em massa onde haja venda de Ativo da Petrobrás;

3. Não tem ganho real e nem produtividade;

4. Não tem abono e nem Gratificação Contingencial;

5. Altera o Auxílio Almoço para Ticket Alimentação/Refeição compulsóriamente tendo consequências na Remuneração, no FGTS, nas indenizações.

6. AMS e BENEFÍCIO FARMÁCIA - aumenta a contribuição; limita o valor do remédio a ser reembolsado e modifica o modelo a partir de 2018, passa ser apenas por DELEVERY.

7.Não corrige pela inflação, 2,46%. Oferece índice 1,73%. Se aceitarmos vamos para o 3° ano com reajuste abaixo da inflação.

Greve Nacional

A conquista de um acordo coletivo com manutenção de direitos e com mecanismos que barrem a reforma trabalhista é ainda mais importante, sobretudo porque essa reforma alterou mais de 100 artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Os petroleiros e petroleiras estão mobilizados para resistir e rejeitar essa proposta com retirada de direitos. Vamos nos organizar, nos preparar para a greve, não só por um acordo coletivo sem retrocessos, mas contra o plano de desinvestimento que desmonta o Sistema Petrobrás – com graves consequências sociais e econômicas – contra o equacionamento abusivo e a redução do efetivo. É importante garantir a unidade do movimento petroleiro, e a FNP propõe a construção de uma greve nacional unificada da categoria para dia 3 de janeiro.

O Sindipetro AL/SE, junto com a CSP-Conlutas, também defende a necessidade dos sindicatos e demais centrais sindicais fazerem uma convocação unificada para a construção de uma nova Greve Geral em defesa de nossos direitos, nossos empregos e do patrimônio brasileiro, que está sendo entregue. Mesmo que o governo Temer (PMDB) tenha anunciado o adiamento da votação da Reforma da Previdência, ele não desistiu de aprovar a reforma. Portanto, a greve geral é mais do que necessária. Não só para derrotar a Reforma da Previdência, mas também para derrubar Temer, todos os corruptos, revogar a Reforma Trabalhista e barrar as privatizações.

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