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Por Sindipetro em 28/06/2018 14:19

Os carteiros trapalhões de sobreaviso

Muito antes da gerência da Petrobras no Tecarmo sair entregando cartas para intimidar os trabalhadores em suas casas durante a última greve e posteriormente puni-los por “insubordinação”, tais gestores inventaram um tal de sobreaviso, que na verdade era um turno fixo de 12 horas. O intuito era diminuir os custos e o número de operadores no turno. De imediato o Sindipetro AL/SE entrou com uma ação civil pública para suspender esse regime ilegal, porém a Petrobras entrou com um mandato de segurança e conseguiu manter.

Nesta quarta, 27, a Petrobras perdeu a liminar e o turno de 12 horas dever ser suspenso imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 5.000,00.

O Sindipetro sempre posicionou-se contrário a redução de operadores, alertando os futuros  prejuízos, tanto na área da segurança operacional, como na ilegalidade do regime, que poderá gerar prejuízos financeiros à empresa.

Estatísticas apontam que a fadiga do Trabalhador nas horas finais da Jornada de Trabalho, e o consequente déficit de concentração e atenção, é uma das maiores causas de Acidentes de Trabalho. Se isso já ocorre nas derradeiras horas das Jornadas de 8 Horas, evidentemente, o Risco de Acidentes torna-se ainda mais relevante em um Turno de 12 Horas. Além da vida do trabalhador que está em jogo, imagine as consequências que um acidente no Polo Atalaia pode causar, por tratar-se de uma área operacional encravada em um bairro residencial, na zona urbana de Aracaju.

A medida judicial por si só não livra o Polo desses riscos, caso a gerência não altere o regime de trabalho das terceirizadas que estejam aplicando essa mesma irregularidade, a exemplo da Conterp. 

Portanto, esperamos que os trabalhadores se conscientizem mais e façam o embate na base, posicionando-se contra às arbitrariedades dessa gerência. Se os trabalhadores batessem o pé e se recusassem, o turno fixo de 12 horas nem teria sido aplicado. Não podemos nos subordinar aos desmandos desses iluminados que coagem trabalhadores, punem, geram prejuízo à empresa e nada lhes acontece.

O Sindipetro lutará até a última instância para suspender essas punições, assédios e prejuízos gerados à Petrobras, responsabilizando em todas as esferas esses gerentes trapalhões.

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