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Por Sindipetro em 25/09/2018 18:22

Homenagens e protestos marcam os 10 anos do maior acidente da Petrobrás em Alagoas

O maior acidente registrado na Petrobrás em Alagoas, que matou quatro trabalhadores depois de uma explosão na Unidade de Tratamento de Óleo de Furado, completa dez anos no dia 23 de setembro. A data é um símbolo do luto da categoria e de resistência dos trabalhadores contra a gestão da companhia que tem um grande foco no lucro em detrimento da segurança no ambiente de trabalho.

Terceirização = Precarização

As medidas gerenciais adotadas nas últimas décadas, a exemplo do PIDV e Mobiliza, têm contribuído para aumentar os riscos de acidentes. A redução do efetivo verificada nos últimos anos - quase 200 mil desde o início da Lava jato - reflete diretamente na segurança e atinge o aspecto emocional dos petroleiros em todas as unidades. Somente os planos de demissão e reestruturação impostos pelo comando da empresa, gerou o desligamento de cerca de 20 mil trabalhadores. Esse corte feito de forma inconsequente e sem estudo de análise de risco nas áreas operacional, manutenção e segurança, potencializam a precarização das condições de trabalho. Em consequência dessa realidade os números de acidentes também tendem em aumentar.

O acidente de Furado  perpassa por todo o contexto de redução de investimentos e privatização de ativos. A preocupação prioritária com cumprimento de metas e intensificação da produção propiciaram o trágico acidente. É preciso inverter essa lógica desde já, exigindo a recomposição do efetivo e manutenção preventiva.

Não devemos permitir que uma política equivocada de SMS, cujo objetivo é atender os indicadores da empresa a qualquer custo, continue fazendo vítimas. O acidente recente na Refinaria de Paulínia (Replan), a maior refinaria do país, é um alerta dos graves problemas trazidos pelas normais atuais de SMS. Essa política de blindar os erros da direção e transferir para os trabalhadores a responsabilidade pela ineficiência na gestão de segurança, não pode continuar em memória dos que morreram e em nome da vida dos trabalhadores, seu maior patrimônio.

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