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Por Sindipetro em 04/10/2018 12:50

Derrotamos a hibernação. Agora precisamos aumentar a pressão contra a privatização da Fafen

A administração da Petrobras suspendeu o processo de hibernação da  FAFEN. A privatização é agora uma hipótese altamente provável e tem sido intermediado junto ao governo federal por Albano Franco, empresário, membro da oligarquia Sergipana.  O Presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, pretende vir a Sergipe ainda nesta semana para tratar com representantes do Governo do Estado e dirigentes da FAFEN, e o mais provável é que seja uma proposta de privatização da fábrica.

A pressão que os trabalhadores fizeram, no entanto, foi fundamental para que o governo recuasse na proposta de colocar a fábrica para hibernar. A partir do Sindipetro AL/SE, foram realizadas várias iniciativas. Realizamos assembleias permanentes na base da  FAFEN, para conscientizar e organizar os trabalhadores. Participamos de audiências na assembleia legislativa e nas câmaras de vereadores de Aracaju e Laranjeiras.  Enviamos uma caravana para participar de audiência na Bahia. Levamos o debate para o município de Laranjeiras. Denunciamos os candidatos que não assumiram nenhum compromisso com a defesa da  FAFEN. Realizamos vários protestos. Os dois últimos foram em agosto, nos dias 10 e 24. 

Também cobramos da gerência acompanhamento do processo de hibernação. Tivemos uma reunião no dia 20 de setembro, véspera do anúncio, quando o governo disse que não iria mais hibernar. Cobramos transparência no processo de hibernação, o que iria acontecer com os contratos, quantos empregos iam permanecer, tanto de diretos como de terceirizados. 

Ganhamos a batalha contra a hibernação. Agora precisamos aumentar a pressão na luta.  Não hibernar, não significa que a ameaça da privatização esteja descartada. Precisamos aumentar a pressão para que a  FAFEN permaneça como parte da Petrobras, retome os investimentos, garanta os empregos, recupere os empregos perdidos e que o preço do fertilizante seja subsidiado em prol da agricultura familiar.  

Só a luta vai manter a FAFEN nas mãos dos trabalhadores, a serviço da população. E que essa luta seja exemplo também na política de redução do preço dos combustíveis, pela garantia dos empregos, por uma Petrobras 100% estatal, sob controle dos trabalhadores.

 

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