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Por Sindipetro em 08/02/2019 10:56

Plenária intercategorias prepara luta contra Reforma da Previdência e privatizações

Com mais de 50 entidades presentes, representando diversos segmentos de trabalhadores, ocorreu neste sábado (2) a Plenária Intercategorias, organizada pela Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios).

Entre os principais encaminhamentos definidos  na plenária estão a luta contra Reforma da Previdência e contra as privatizações, que prometem ser pontos centrais de ataques do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Petroleiros, trabalhadores dos Correios, assim como setores do campo e da cidade, educadores, servidores públicos, movimentos sociais, entre outros setores participaram da atividade.

O dirigente da Fentect e da CSP-Conlutas/RJ, Heitor Fernandes, destacou a necessidade de denunciar os projetos do governo  e combatê-los. “A Plenária Nacional Intercategorias foi uma atividade vitoriosa, com ampla participação de representantes de dezenas de entidades sindicais e populares. Após intensos debates importantes foi apontada a necessidade de muita unidade de ação e grande disposição para as lutas especificas e gerais, contra a Reforma da Previdência, as privatizações e o conjunto de ataques vindos do governo Bolsonaro e do Congresso Nacional”, frisou.

O dirigente do Sindpetro RJ Eduardo Henrique destacou a importância da unidade dos petroleiros contra esses ataques para fortalecer a também iniciativas nacionais. “O Brasil Metalúrgico, fórum de luta e resistência contra os ataques das montadoras, é um exemplo a ser seguido. É importante lembrar também da Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora do dia 20 de fevereiro chamado pelas centrais sindicais”, salientou.

Defesa da Previdência

Com a presença de representantes das centrais sindicais, responsáveis por conduzir a análise de conjuntura, os debates seguiram para o tema das reformas trabalhista e previdenciária, facilitado por Sarah Campos, membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia.

Sarah fez uma breve explanação sobre as consequências da reforma trabalhista – inclusive diante do recente fato do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), maior acidente de trabalho da história do país e que limitou o recebimento de indenizações das vítimas a um teto de 3.293,90 reais.

Havia uma proposta em forma de medida provisória no governo de Michel Temer, que não foi votada e caducou, fazendo com que os parlamentares mantivessem o teto das multas às mineradoras em R$ 3,2 mil, o que é um absurdo.

A jurista convidada também apresentou a diferença dos projetos relacionados à previdência, ressaltando os riscos do modelo de capitalização proposto pelo atual ministro da Economia, Paulo Guedes, cuja forma beneficia o mercado e suas variações, enquanto os trabalhadores perdem a garantia de um regime público.

Na parte da tarde foi discutida a necessidade da luta pela regulamentação e controle da exploração dos recursos no país.

Solidariedade às vítimas de Brumadinho

Ao final do debate foi apresentado uma saudação em vídeo enviada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que foram homenageadas pelo plenário.

Unidade para agir

A unidade foi a pauta principal do evento com a disposição dos participantes para organizar a luta e a mobilização da classe trabalhadora brasileira.

Um calendário será apresentado nos próximos dias e deve contemplar datas e eventos já em construção em todo o país.

Com informações da Fentect 

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