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Por Sindipetro em 21/02/2019 19:11

Sindipetro AL/SE marca presença em ato contra a Reforma da Previdência

Neta última quarta-feira, 20/02, milhares de trabalhadoras e trabalhadores em todo o Brasil atenderam ao chamado das centrais sindicais e foram as ruas protestar contra a Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro. Em Sergipe, centenas de manifestantes lotaram a Praça General Valadão, no centro de Aracaju. 

O ato, convocado pelas centrais sindicais, reafirmaram o repúdio a essa reforma, considerada pior que a proposta anterior, apresentada por Temer. 

SAIBA MAIS: Não se engane, proposta de reforma da Previdência de Bolsonaro é pior que a de Temer

"Existe sonegação e calote na previdência social por parte dos empresários. Nós trabalhadores e trabalhadoras não temos nada haver com essa conta. Nós temos direito ao futuro e a nos aposentarmos. O acordo do governo com banqueiros e grandes empresários é transformar nossa aposentadoria pública em mais uma mercadoria e nosso direito ao futuro em mais um pesadelo. É importante que essa asembleia seja um processo de acumulação de forças para a gente construir uma grande greve geral nesse país para derrotar essa reforma e todos os ataques à classe trabalhadora", afirmou Bruno Dantas, representante da CSP-Conlutas e diretor do Sindipetro AL/SE. 

Diversos representantes de sindicatos e demais movimentos sociais se pronunciaram e destacaram em suas falas a necessidade de também lutar contra as privatizações, a exemplo da Fafen, que está na mira do governo. 

"Dentro desse pacotaço de retirada de direitos, têm as privatizações. Esses pilantras estão de olho na Deso, no Banese, na Fafen, em várias unidades da Petrobras e no petróleo do povo brasileiro. Vamos dar um basta. Tudo o que presta nesse país foi construído pela classe trabalhadora, nas ruas e nas lutas", ressaltou Edvaldo Leandro, diretor do Sindipetro AL/SE. 

Leidiane Lima, do Movimento Mulheres em Luta (MML), fez um chamado para a construçãoo 8 de março, em que está sendo convocada uma greve internacional de mulheres. O dia internacional de luta da mulher trabalhadora será também um dia de luta contra a Reforma da Previdência, porque nós, mulheres, que trabalhamos uma tripla jornada, seremos as mais prejudicadas com essa 'Reforma da Morte'.

Centrais organizarão outros dias de luta unificada

A Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora neste dia 20, em São Paulo, lançou o Manifesto unificado das centrais sindicais contra Reforma da Previdência que afirma o início de um processo de mobilização nacional, com atos públicos e protestos nos locais de trabalho e bairros no próximo período, além de uma ampla campanha de conscientização da população sobre a gravidade da proposta.

O documento antecipa que será definido um dia nacional de lutas e mobilizações em defesas das aposentadorias e da Previdência, e que os dias 8 de Março – Dia Internacional da Mulher e 1° de Maio – Dia Internacional do Trabalhador também serão datas de mobilizações unificadas contra a reforma.

As centrais sindicais se reúnem novamente na próxima terça-feira (26) para avançar na construção do calendário de lutas.

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