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Por Sindipetro em 28/02/2019 12:31

Mulheres da CSP-Conlutas apresentam manifesto para convocar lutas para o 8 de Março

No domingo (24), durante o último dia da Reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, o setorial de mulheres apresentou um manifesto para o próximo 8 de Março, Dia Internacional de Luta das Mulheres e de greve Internacional.

Ainda foi exibido um vídeo para destacar a importância da participação das mulheres da Central nas lutas de conjunturas nacional e internacional.

Em ao menos 16 estados já estão confirmados atos para o 8 de Março. A CSP-Conlutas fará parte desse importante dia de luta, que já traz como acúmulo grandes manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL), seus ataques aos direitos das mulheres e sua postura LGBTfóbica e machista.

A Central pretende dar peso ao ato também levantando a bandeira contra a Reforma da Previdência, que significa para as mulheres um ataque ainda mais aprofundado.

Estaremos nas ruas, neste 8 de Março, junto a milhões de outras mulheres espalhadas pelo mundo, contra a violência e a retirada de direitos.

Lutaremos contra o feminicídio, o racismo, o genocídio negro, a LGBTfobia, a reforma da previdência e pela revogação da reforma trabalhista!

Lutaremos por emprego e salário igual, por educação, creches públicas, gratuitas e de qualidade!

Pelo direito de migrar, de ser mãe. Pela legalização do aborto. Por terra e moradia. Por todas as mulheres e por justiça a Marielle.

Leia na íntegra o manifesto e logo abaixo confira o vídeo de convocação para o 8 de Março:

 

Manifesto das mulheres da CSP-Conlutas 

Na Espanha, Argentina, Itália e vários outros países convocam mais uma vez uma greve internacional de mulheres. Essa convocação é para denunciar a violência e o feminicídio em todo o mundo, além dos ataques dos governos de plantão aos direitos elementares das mulheres.

A movimentação por essa greve é importante para educar a classe trabalhadora de que as pautas de enfrentamento as desigualdades impostas às mulheres são de interesse de todos os trabalhadores e, por elas, se para a produção sim!

No Brasil iniciamos o ano com mais de 100 casos de feminicídio e os números não param de aumentar, da mesma forma que os estupros e agressões também estão aumentando;

As mulheres negras e pobres são as principais vítimas dos feminicídios, as mulheres LBGTs sofrem com o estupro corretivo, aquele cometido com a intenção de “corrigir” a orientação sexual e as mulheres trans tem expectativa de vida de 37 anos, dada a violência que enfrentam todos os dias;

Ainda choramos e nos indignamos com a execução de Marielle e Anderson sem que ninguém tenha sido responsabilizado ou punido pelo crime;

As primeiras medidas do governo Bolsonaro, contra setores importantes da classe- que são os povos indígenas, quilombolas e trabalhadores do campo, expõem as mulheres a maior vulnerabilidade e a violência do latifúndio. Sabemos que o estupro é utilizado como arma política contra essas mulheres e suas lutas para humilhar, aterrorizar e desmoralizar toda a comunidade.

Junto com a bancada conservadora e a ministra da mulher, da família e dos direitos humanos – Damares Alves,o governo tem apontado políticas reacionárias contra bandeiras históricas do movimento de mulheres. Volta a tramitar na Câmara de deputados o projeto que visa proibir o aborto, mesmo nos casos de violência sexual ou risco a vida da gestante. Também querem impedir e penalizar as mulheres que façam uso de anticoncepcional, dentre outros absurdos;

O projeto de reforma da previdência- que aumenta a idade mínima para 62 anos e o tempo de contribuição para 40 anos para aposentar, além de propor a capitalização da previdência que, na prática impõe a responsabilização individual do trabalhador pelo seu benefício- vai significar para as mulheres que tem diversas interrupções em sua vida laboral, trabalhar até morrer. Esse Quadro se agravará com as mudanças propostas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) que desvincula – se do salário e aumenta a idade mínima para ser beneficiário.

Frente a esse governo de ultra-direita e de relações estreitas com as forças armadas, que se apóia no aprofundamento da opressão de identidade de gênero, raça e orientação sexual para explorar ainda mais o conjunto dos trabalhadores, devemos nos inspirar nos importantes protestos do “Ele Não” que colocaram as mulheres e os setores oprimidos na vanguarda do enfrentamento a esse projeto e canalizar toda nossa disposição de luta para realizar a primeira grande manifestação sob o governo de Bolsonaro: O 08 de março- dia Internacional de luta da Mulher trabalhadora;

Por todas as bandeiras que nos unificam, marcharemos juntas contra o machismo e o capitalismo!

Por todas as mulheres

Negras e brancas

Indígenas e quilombolas

Trabalhadoras da cidade e do campo

Por Marielle

Pelas mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais

Pelas que lutam por terra e moradia

Pelas imigrantes e refugiadas

Lutamos

Pela vida das mulheres! Basta de violência machista e feminicídio!

Basta de racismo e genocídio negro!

Basta de lesbofobia, bifobia e transfobia!  Criminalização da LGBTfobia já

Contra a reforma da previdência e pela revogação da reforma trabalhista!

Por emprego e salário igual!

Por creches públicas, gratuitas e de qualidade!

Contra o “Escola sem partido” e a retirada do debate de gênero das escolas!

Pelo direito de migrar! Nenhum ser humano é ilegal!

Pela vida e direitos das Mulheres, greve internacional!

Para por fim ao machismo e destruir o capitalismo

Pelo socialismo. As mulheres vão fazer revolução! 

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