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Por Sindipetro em 12/03/2019 17:33

Reuniões de Acompanhamento do ACT 2017/19

A direção do Sindipetro AL/SE participou junto com a FNP e seus sindicatos filiados de reunião com a Petrobrás no EDICIN, Centro do Rio de Janeiro.

Pela manhã os representantes petroleiros cobraram da Petrobrás fim das perseguições políticas, em específico contra as diretoras do Sindipetro-RJ , Carla Marinho, Patrícia Laier e Moara Zanetti, que foram afastadas do posto de consultoria e sofreram transferência à revelia, respectivamente.

Além disso, os dirigentes sindicais cobraram qual o posicionamento da empresa sobre a MP 873 que asfixia financeiramente os sindicatos; explicações sobre a aprovação do Plano de Resiliência, inclusive sobre outro plano de demissões em massa, sendo o mesmo uma adição ao Plano de Negócios e Gestão  2019-23 que amplia ainda mais os desinvestimentos no sistema Petrobrás; impedimento de prática sindical com o impedimento de acesso de diretores sindicais a prédios da empresa, como também a proibição de colocar barracas de sindicalização dentro das unidades; também sobre o impedimento de acesso de diretores já aposentados aos prédios da Petrobrás, entre outros pontos.

A questão da precarização na produção e terminais foi mais uma vez levantada pela FNP que apresentou diversos problemas, dentre eles a redução de efetivos.

Respostas vazias

Em resposta às demandas apresentadas nesta primeira reunião, a representação da Petrobras mais uma vez apresentou informes breves e evasivos. Por exemplo, não deu nenhuma informação sobre o PIDV anunciado no Plano de Resiliência ou o novo modelo de venda de refinarias.

Sobre a MP 873 a empresa ainda não tem posição sobre seus efeitos. Algumas questões como o corte do pagamento da HETT, após o posicionamento contrário dos sindicatos, a empresa se comprometeu a se posicionar no prazo de 15 dias. Deixamos claro que existe um descumprimento do ACT além de ser uma supressão ilegal desse pagamento, que pode gerar mais um passivo trabalhista. Também a gestão das férias dos empregados dos regimes de turno, exigimos maior transparência e a participação dos sindicatos para que os trabalhadores possam ser ouvidos.

Sobre as perseguições contra as diretoras do Sindipetro-RJ,  a representação da companhia  informou que não vai rever a decisão dos afastamentos e transferência.

AMS

Na segunda parte da série de Reunião do Acompanhamento do ACT 2019/17, o representante da Petrobrás anunciou a nova formatação da AMS, prometendo que futuramente irá encaminhar um organograma da nova configuração da Assistência Multidisciplinar de Saúde da empresa.

No preâmbulo, os diretores da FNP expuseram a preocupação da categoria petroleira com a aplicação da Resolução 23 que trata do custeio de plano de saúde próprios das estatais, que alterou a proporcionalidade de custeio de 30% x 70% para 50% x 50%. A questão da burocratização dos processos de atendimentos para reembolsos, internações e procedimentos cirúrgicos também foi exposta pela federação que ainda manifestou preocupação com o descredenciamento de profissionais de saúde.

O que diz a Petrobrás

A representação da Petrobrás informou que foi gerada uma ação para garantir a elegibilidade no cadastramento de filhos maiores de 24 anos de idade e que os casos de bloqueios serão revertidos com isso.

No tocante à burocratização dos processos, o informe é de que são necessários a criação de controles mais eficazes para evitar futuros problemas, mas que ajustes estão sendo feitos para resolver a lentidão.

Sobre casos de não atendimento de mamoplastia redutora a Petrobrás informa que o procedimento não foi excluído do serviço. Sobre a cobrança indevida do Benefício Farmácia, sem anuência do usuário não foi esclarecida pela Petrobrás, mas o representante da propôs futuramente emitir informações mais detalhadas para explicar o que ocorre.

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