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Por Sindipetro em 06/05/2019 14:41

Com resolução aprovada por unanimidade, CSP-Conlutas vai para as bases preparar Greve Geral de 14 de junho e greve da Educação de 15 de maio

A reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, realizada no final de semana em São Paulo, aprovou por unanimidade, neste domingo (5), a resolução nacional em que aponta como central para todas as entidades e movimentos filiados a preparação da Greve Geral contra a Reforma da Previdência marcada para 14 de junho.

A preparação da greve nacional da Educação no dia 15 de maio, também contra a reforma e os ataques do governo Bolsonaro ao setor, deve receber toda a solidariedade e apoio ativo das categorias ligadas à Central. Seu êxito pode ser importante  impulsionador para a Greve Geral.

Assim também devemos construir a Plenária Nacional Sindical e Popular, que acontecerá em São Paulo, no dia 18 de maio.

 

LEIA A RESOLUÇÃO ABAIXO:

Dia 14 de junho é Greve Geral para derrotar a Reforma da Previdência de Bolsonaro. Construir a Greve Nacional da Educação em 15 de maio como esquenta da Greve Geral

No dia 1° de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras, foi anunciado o chamado à realização da Greve Geral contra a Reforma da Previdência para o dia 14 de junho.

Destacamos a importância dessa convocação ter ocorrido em atos unitários, que envolveram cerca de 200 mil trabalhadores de nosso país, mobilizados unitariamente por 10 centrais sindicais brasileiras. Indiscutivelmente, uma vitória que apontamos como tarefa central desde nossa última Coordenação Nacional.

15 de maio – A CSP-Conlutas terá como papel fortalecer a Greve Nacional da Educação no interior da categoria e por meio da solidariedade dos demais trabalhadores. Dessa forma, vamos buscar transformar o dia 15 de maio em impulsionador da Greve Geral de 14 de junho.

18 de maio – Nessa perspectiva, construir a Plenária Sindical e Popular no dia 18 de maio para preparar a Greve Geral, convocada inicialmente pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, também é uma atividade prioritária!

Crise econômica: ofensiva ultraliberal e ultraconservadora de Bolsonaro encontra resistência e disposição de luta dos trabalhadores

É necessário centramos nossas forças na preparação da Greve Geral. Não podemos perder de vista que estamos tratando de um governo de ultradireita, com forte presença das Forças Armadas em seu primeiro e segundo escalão, fato que ameaça nossas liberdades democráticas e impõe a criminalização das lutas e das lideranças.

Um governo de ultradireita e ultraconservador que desfecha ataques ferrenhos à educação, às entidades de representação da classe ao tentar estrangulá-las financeiramente, que estimula as concepções conservadoras de vida como o racismo, machismo e LGBTfobia. Estamos diante do aumento de 75% do número de feminicídios, em relação ao mesmo período do ano passado, e o governo fala que “quem quiser vir ao Brasil transar com uma mulher, tudo bem; mas que o país não pode é virar paraíso de gays”. Contra o acampamento indígena “Terra Livre”, em Brasília, Bolsonaro acionou a Força Nacional de Segurança e, logo depois, defendeu publicamente que “fazendeiro que atirar para defender sua propriedade não será punido”. Alegando “balbúrdia”, o MEC decidiu cortar primeiro o orçamento de 30% em três universidades que, segundo o ministro, promoveram atos com personalidades de esquerda e agora estender este corte para o ensino superior como um todo e para o ensino básico.

Nesse período temos assistido, também, a obsessão do governo, e principalmente do ministro da Economia Paulo Guedes, em privatizar tudo. Petrobrás e Correios são as empresas públicas mais atacadas no momento e tornaram-se prioridade do governo para vendê-las e/ou destruí-las. Isso após a já consumada entrega da Embraer para Boeing. Pré-sal, refinarias, campos terrestres e ativos da Petrobrás são oferecidos ao mercado como se nada tivessem a ver com a soberania de nosso país. Tudo é feito sob a continência do atual presidente do Brasil à bandeira norte-americana. Como carro-chefe, a Reforma da Previdência. Tudo isto para seguir a sangria do pagamento da dívida pública aos banqueiros internacionais.

Contudo, também precisamos ordenar nossas análises e ações partindo do fato de que o país segue mergulhado numa forte crise econômica, que piora as condições de vida do nosso povo e, portanto, impõe a necessidade de intensificarmos a luta e o enfrentamento unitário contra essa situação.

As respostas de nossa classe contra Bolsonaro e suas ofensivas conservadoras, além das mobilizações que culminaram no 1° de Maio unitário e na convocação da Greve Geral, têm sido, ainda que fragmentadas, imediatas e importantes contra casos de machismo, lgbtfóbicos, racistas ou contra os nossos povos originários, mas também em categorias como metroviários de São Paulo em preparação de greve, os setores da educação com a greve nacional marcada e mesmo caminhoneiros.

O papel das direções e construção da Greve Geral

Não há o que negociar nessa Reforma da Previdência. É necessário e possível derrotá-la com a Greve Geral do dia 14 de junho. Necessitamos repetir e potencializar a experiência da Greve Geral de abril de 2017 que derrotou a Reforma da Previdência de Temer e evitar desmontes como o ocorrido na Greve Geral convocada e desmarcada pelas cúpulas das centrais em junho do mesmo ano.

Qualquer dirigente ou organização que insistir em “reformar essa reforma” estará traindo os interesses de nossa classe e assim deveremos denunciar. Nossa Central seguirá vigilante!

Partindo da valorização do anúncio unitário das centrais sindicais de convocação do dia 14 de junho, devemos exigir que todos construam nas bases, nas categorias, nos bairros e locais de estudo essa greve.

Fortalecer a Greve Geral por baixo, ampliar a Frente Única de ação, unificar os movimentos urbano e rural, sindical, popular, estudantil e de luta contra as opressões, todos rumo à Greve Geral. É nesse contexto e espírito que devemos empenhar os esforços da CSP-Conlutas e seguir afirmando nossa Central como alternativa de direção para o movimento de massas e suas lutas.

Vamos organizar plenárias de caráter sindical e popular em nível nacional, estadual e regional. Junto a essas iniciativas devemos seguir e intensificar a explicação dos ataques dessa reforma da Previdência nas bases e centros de concentração popular, nos utilizando de cartilhas, cartazes, adesivos, vídeos, palestras, atos públicos, nossas produções e instrumentos nas redes sociais e com a coleta do abaixo-assinado. Onde for possível devemos organizar comitês contra a Reforma da Previdência.

Na luta pela construção e realização da Greve Geral seguiremos participando de iniciativas unitárias como o Fórum Sindical, Popular e de Juventudes de Luta pelos direitos e pelas liberdades democráticas, o Brasil Metalúrgico, o Fórum dos Servidores de São Paulo, do Fonasefe, fóruns de trabalhadores das estatais e outros espaços semelhantes.

Precisamos denunciar com veemência todos os deputados que assumem ser a favor dessa reforma, começando por Rodrigo Maia e Rogério Marinho. Colocar a cara deles em postes e outdoors pelo país afora será parte de nossos instrumentos de luta na defesa de nossas aposentadorias, benefícios e da Seguridade Social como um todo.

É possível e necessário derrotar essa reforma!

Nossas tarefas e calendário de lutas à serviço da construção da Greve Geral

  1. Realizar, desde já, assembleias em todas as estruturas das bases da Central para debater e deliberar sobre adesão, preparação e participação na Greve Geral de 14/6;
  2. Convocar, fortalecer e participar da Plenária Nacional de Preparação da Greve Geral chamada para o próximo dia 18 de maio, em São Paulo, buscando também a realização de plenárias semelhantes nos estados e regiões;
  3. Ampliar a Frente Única para lutar e construir a Greve Geral;
  4. Assumir, com ativa militância, a construção do dia 15 de maio como a Greve Nacional das trabalhadoras e trabalhadores da Educação e com o chamado para transformá-lo como “esquenta” para a Greve Geral de 14/6;
  5. Nossa intervenção se manterá guiada pela independência de classe e nossa inteira autonomia, liberdade de expressão e crítica;
  6. Fortalecer o fórum das centrais com o objetivo de construir a Greve Geral;
  7. Convocar plenárias sindicais e populares nos estados, regiões ou municípios;
  8. Continuar a coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência e definir, em acordo com as centrais, a meta, centralização e entrega das assinaturas;
  9. Intensificar, ainda mais, a campanha de denúncias contra todos os deputados que se definem favoráveis à Reforma da Previdência com impressão de cartazes por estado e onde for possível com outdoors;
  10. Ser parte ativa das mobilizações das universidades e demais instituições federais contra os cortes violentos do governo Bolsonaro à educação.

Fonte: CSP-Conlutas

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