Categoria: Petrobras

Por Sindipetro em 29/07/2019 07:46

Venda da BR beneficia interesses privados com danos graves à sociedade

Atropelando as leis em benefício de interesses privados, Bolsonaro avança no projeto de privatização e entrega a BR Distribuidora aos abrutes do mercado financeiro como JP Morgan, Itaú, Santander, Bank of America, Merril Lynch, Credit Suisse, Citibank e XP Investimentos, que também atuarão como agentes de colocação internacional.

Com isso, Petrobrás perde o posto de principal controladora da maior distribuidora do país. A operação é estimada em R$ 9,6 bilhões e deixa a estatal com controle de 37% da distribuidora. A decisão aprovada pelo Conselho de Administração da estatal foi anunciada na noite desta terça-feira 23.

Com a venda da BR, Bolsonaro encabeça o maior projeto de privatizações da história do país, ultrapassando as privatizações de governos como Collor e FHC, beneficiando os bancos, fundos bilionários de investimentos e grandes especuladores.

Em outras palavras, Paulo Guedes entrega todas as empresas lucrativas do país para as mãos dos seus “ex(?)-”colegas do sistema financeiro (lembrando que ele é um dos fundadores do BTG Pactual, banco que está ganhando bastante com as privatizações do governo Bolsonaro). Todos os lucros que iriam para o governo, para financiar Educação, Saúde, Ciência, Infraestrutura vai para o bolso de grandes empresários e banqueiros, principalmente no exterior.

Criada em 12 de novembro de 1971, a Petrobras Distribuidora (futura BR Distribuidora) à época já contava com 840 postos pelo país – hoje a empresa possui 7.665. Ela foi responsável por fatos históricos do mercado de derivados, como ser a primeira a oferecer Gás Natural Veicular (GNV) e a primeira a oferecer biodiesel em 100% do território nacional.

Privatizar a distribuidora da Petrobrás, as refinarias, terminais e bases logísticas é condenar a companhia a ter resultados empresariais débeis diante das inevitáveis variações cambiais e do preço internacional do petróleo e colocar o Brasil sem autonomia para o transporte de seus habitantes e mercadorias, em prejuízo da produtividade da nossa força de trabalho e da economia nacional, na contramão da integração vertical adotada pelas maiores companhias privadas e estatais internacionais.

Para a FNP, a privatização de um patrimônio público bilionário sem licitação para que ninguém “de fora” possa saber o que está acontecendo, é um ato evidentemente imoral. Simplesmente, a ‘venda’ está sendo negociada sem o conhecimento da sociedade, que apenas será informada do resultado a posteriori. Com base em que estatuto o réu Roberto Castello Branco quer alienar as refinarias? Vender sem licitação é uma atitude ineficiente por natureza, uma vez que inibe a obtenção do melhor preço. Sob a gestão de Castello Branco, segundo a FNP, a Petrobrás continua agindo como se fosse um ente soberano, ignorando que existem leis no Brasil.

Aos petroleiros, movimentos sociais, estudantis, populares e todos os nacionalistas, cabe organizar uma ampla campanha de conscientização sobre os ataques em curso para disputar a opinião pública.

Fonte: Federação Nacional dos Petroleiros - FNP

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