Categoria: CSP-Conlutas

Por Sindipetro em 02/08/2019 10:46

Contra a reforma da previdência: dia 06 de Agosto haverá atos, atrasos e manifestações em todo país

A caravana das centrais sindicais e movimentos populares está ampliando a campanha contra a reforma da previdência em Sergipe. No dia 27, esteve na feira de Itabaiana e no dia 29 em Lagarto. Esta semana tem percorrido os terminais de ônibus na capital. O objetivo é informar a população sobre os prejuízos da reforma.

A pressão sobre os deputados sergipanos que votaram pela reforma está grande. Em Lagarto, o prefeito da cidade e o dep. Federal Gustinho Ribeiro (Solidariedade) correram da caravana. Cancelaram a entrega de um caminhão de lixo e um arado por causa da presença dos movimentos. Gustinho Ribeiro votou pelo fi m das aposentadorias no primeiro turno. Além dele Laércio Oliveira (PP), Bosco Costa (PP), Fábio Mitidieri (PSD) e Fábio Reis (MDB) votaram pela reforma. A maldita que aumenta a idade mínima, reduz os benefícios e exige contribuição de 40 anos, para receber a média dos salários.

Reforma prejudica mais pobres

O texto da Reforma da Previdência aprovado em 1° turno na Câmara, apesar de alterações em relação ao projeto original enviado por Bolsonaro, continua sendo brutal. Com essa reforma, o valor das aposentadorias cai para 60% e os trabalhadores não vão mais conseguir se aposentar! A reforma irá arrancar quase R$ 1 trilhão, como sempre quis o ministro Paulo Guedes. Só que é dos mais pobres. A tal “economia” ficou em R$ 933,5 bilhões. R$ 654,7 bi sairão dos trabalhadores do setor privado, cujo teto do benefício é de R$ 5.839,45. Só que 80% dos segurados recebem no máximo dois salários mínimos. Outros R$ 76,4 bilhões sairão da redução do abono do PIS. Por fim, R$ 23,4 bi sairão do BPC, ou seja, dos trabalhadores e idosos pobres.

O dinheiro “economizado” é o que deixará de ser pago como aposentadorias a essas pessoas. A essência da Reforma da Previdência não foi modificada na votação. O governo conseguiu impor idade mínima, aumento do tempo de contribuição e reduziu o valor dos benefícios. Isso vai impedir a aposentadoria. No Brasil os trabalhadores que hoje se aposentam por idade só conseguem contribuir, em média, com cerca de 5 parcelas por ano, em função do elevado desemprego, informalidade e baixos salários.

Estudo da economista Denise Gentil mostra que dos homens que se aposentaram por idade em 2016, 56,6% não teriam conseguido com as regras da reforma. Faltaria tempo de contribuição. No caso das mulheres, 98,69% não teriam conseguido o benefício se a reforma já estivesse valendo.

Com informações da CSP-Conlutas.

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