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Por Sindipetro em 14/08/2019 14:22

Há 35 anos ocorria acidente na plataforma de Enchova

No dia 16 de agosto completam-se 35 anos do maior acidente de trabalho da Petrobrás. O incêndio na plataforma de Enchova em 1984 acabou com 37 trabalhadores mortos. A queda de uma das baleeiras, embarcação usada para tirar os trabalhadores da plataforma, foi o que causou a morte dos companheiros.

Com muita tristeza lembramos a perda desses trabalhadores. Ao mesmo tempo a memória desse acidente precisa ser combustível para nossa luta. Infelizmente, nos últimos anos têm-se aumentado os riscos nas operações da Petrobrás. O desinvestimento e a pressão para aumentar os lucros dos acionistas aumenta a insegurança. As principais vítimas têm sido os petroleiros terceirizados. Para se ter uma ideia entre 1995 e 2017 morreram em acidentes 372 petroleiros, 303 eram terceirizados.

Para a direção da Petrobrás e para os governos, são apenas números. Mas para nós, são nossos colegas, nossos amigos, companheiros que tiveram a vida interrompida deixando um vazio em suas famílias.

NRs na mira de Bolsonaro

O Brasil é o 4º país no terrível ranking dos acidentes de trabalho. Por aqui morre um trabalhador a cada 3h40min em acidentes. Para piorar a situação, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) quer mudar as normas regulamentadoras (NRs), tornando-as mais frouxas. Esse amaldiçoado que passou a vida na Câmara dos Deputados comendo dinheiro sem trabalhar quer aumentar os ricos a vida de quem trabalha. Essa é só mais uma das medidas desse presidente que odeia trabalhador.

Ato em homenagem às vítimas de Enchova contra os acidentes e mortes no trabalho

Na próxima sexta-feira, dia 16 de agosto, haverá ato em homenagem aos companheiros que perderam suas vidas em Enchova. A atividade ocorrerá a partir das primeiras horas da manhã no Tecarmo. O ato é um momento importante na luta contra os acidentes e mortes no trabalho. Essa luta está diretamente ligada à luta contra o desmonte e privatização da Petrobrás, que aumenta os ricos nas operações ameaçando a vida de quem trabalha para a empresa, da população e do meio ambiente.

Em memória dos trabalhadores mortos em enchova 

Petroleiros da Petrobrás: Antônio Francisco Fernandes, Antônio Pio Sales, Antônio Ricardo Pessanha Barretto, Carmélio Pimenta do Nascimento, Claudio Luis Pacheco Santos, Daniel Fortunato, Edson Rodrigues Simões, Everton Gomes da Silveira, Flávio Pereira de Souza, Gecildo Laerte Braga, Geneci da Silva, Hélio Cerqueira, Jonas dos Santos Coutinho, José Carlos Diniz, José Carlos Ferreira, José Renato Lopes Lima, Lédio de Carvalho Gonçalves, Luís Carlos Barbosa, Marcos Rogério Medeiros Queitos, Marcos Teixeira Cortes, Murilo Machado, Nelson Luiz de Oliveira Souza, Paulo Jorge de Oliveira, Paulo Roberto Barreto Lima, Richard Takahashi, Rigott Marcelino Barbosa e Rômulo Magno Ribeiro Lima.
Da empresa Meymar: Aldemir Soares da Silva, Álvaro Cabral, Carlos Henrique Cabral, Gelson Gueiros Campinho, José Manoel de Oliveira, Roberto de Souza, Salomão Souza Godinho e Valcir Brandão Gonçalves.
Da PRU Engenharia:Gilberto Raimundo da Silva. E da Rolls Royce, Luís Conrado Luber.
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