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Por Sindipetro em 12/09/2019 12:14

Todo apoio aos trabalhadores dos Correios! Não à privatização, em defesa dos empregos e direitos!

Os funcionários dos Correios deram início a uma greve por tempo indeterminado na noite desta terça-feira (11). Pela primeira vez, a paralisação foi aprovada simultaneamente na base dos 36 sindicatos da categoria de todo o país.

Com assembleias lotadas, a paralisação foi aprovada de forma massiva e começa com forte adesão em todos os estados.

A pauta da mobilização é em defesa do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) e contra a privatização dos Correios, medida já anunciada pelo governo Bolsonaro, que vem impondo um processo de sucateamento da estatal e ataques aos direitos.

Em Campanha Salarial, os trabalhadores reivindicam reajuste salarial pela inflação, de 3,43%, e a manutenção de direitos, como vale alimentação de R$ 45 e o plano de saúde para pais e mães dos trabalhadores. Contudo, enfrentam uma completa intransigência por parte da empresa.

Mesmo com a mediação do TST (Tribunal Superior do Trabalho), a empresa não se reúne com as direções sindicais há mais de 40 dias, e insiste em reduzir benefícios que rebaixariam ainda mais o salário da categoria, que já é o pior entre todas as estatais. Quer modificar 19 cláusulas do acordo coletivo e excluir, por exemplo, a responsabilidade em acidentes de trânsito, o ticket extra, o vale-cultura e reduzir o adicional noturno de 60% para 20%.

Todo apoio e solidariedade!

É preciso cobrir de apoio e solidariedade essa mobilização que é a primeira categoria nacional que decide enfrentar a política de ataques do governo de ultradireita e ultraliberal de Bolsonaro e Mourão e seu projeto de privatização das estatais do país.

O dirigente da Fentect e dirigente da CSP-Conlutas SP, Geraldinho Rodrigues, destacou a força da greve, que terá pela frente uma dura luta contra esse governo entreguista e inimigo dos trabalhadores.

“O general Floriano Peixoto, presidente dos Correios, disse que os trabalhadores ganham bem. Uma grande mentira. Temos o pior salário entre todas as estatais e estamos sofrendo um verdadeiro processo de sucateamento e falta de investimentos, que atacam nossos direitos e condições de trabalho, bem como a prestação de serviços à população”, explicou Geraldinho.

“A intransigência dos Correios e do governo visam desgastar os trabalhadores, principalmente perante a população. Por isso, neste momento, é preciso todo apoio e solidariedade”, disse.

“Fazemos um chamado amplo à unidade com todos os trabalhadores das demais estatais que também estão sob a mira de Bolsonaro e Paulo Guedes, que já disseram que pretendem privatizar tudo. Uma forte luta unificada pode enfrentar e derrotar este governo”, afirmou.

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Privatização é prejudicial à população

A CSP-Conlutas declara toda solidariedade e apoio à luta dos trabalhadores dos Correios. É uma luta mais do que justa, não só pela manutenção dos direitos e empregos, mas acima de tudo em defesa desta empresa que é um patrimônio do povo brasileiro e está ameaçada pelo plano de privatização de Bolsonaro, Mourão e Paulo Guedes.

“Vamos cobrir essa categoria de apoio ativo, buscar unificar as outras categorias de estatais que também estão sob ataques , como petroleiros, eletricitários, bancários. Vamos ao encontro dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, da juventude, os povos indígenas e quilombolas, camponeses, sem teto. Vamos todos juntos. Somos todos ecetistas”, afirmou o dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes.

Esta é a segunda maior empresa de correios do mundo, menor apenas que o sistema da Alemanha e foi eleita pela Revista Forbes, em 2016, como a melhor empresa de correios entre todos os países.

Oferece um serviço social utilizado por milhões de pessoas, que vai desde a entrega de encomendas a serviços postais e até bancários. A empresa tem um papel estratégico na integração e comunicação nacional. Em algumas cidades, a agência dos Correios é também o único posto bancário no local. É a segunda maior empregadora do país.

Sua privatização vai aumentar ainda mais o desemprego e deixará a população, principalmente a mais pobre, sem acesso a vários serviços.

Atualmente, a entrega de encomendas já foi aberta para o setor privado. Contudo, muitas empresas acabam atrasando ou não fazendo as entregas e depois terceirizam os próprios Correios para entregar uma encomenda comprada pela internet.

Ao privatizar a estatal, Bolsonaro vai piorar o atendimento público e de qualidade à população, afinal, todos sabemos que o setor privado está apenas atrás de lucros e não do interesse social. Se avaliarem que não é lucrativo tal agência ou prestação de serviço, simplesmente vão extinguir.

Não caia em fake news. É preciso dizer não à privatização dos Correios. Todo apoio à greve dos trabalhadores!

Fonte: CSP-Conlutas

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