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Por Sindipetro em 29/10/2019 11:36

Para garantir unidade da categoria, FNP decide adiar deflagração da greve

*Nesta quarta-feira, 30, a direção da FNP realiza nova reunião

O colegiado da FNP decidiu pelo adiamento na deflagração da greve nacional petroleira diante da necessidade de reorganização da base da categoria, imposta pelo recuo da FUP, que está indicando aceitação da proposta do TST para o Acordo Coletivo de Trabalho.

Apesar disso, a FNP não irá abandonar as bases dispostas a lutar e nem aquelas que estão sob a ameaça da privatização, sejam elas quais forem. As mobilizações e cortes de rendições demonstra a disposição dos petroleiros e petroleiras pela luta.

Nas assembleias, os petroleiros discutiram as alterações no ACT propostas pelo Tribunal Superior do Trabalho, que foram consideradas insuficientes. Justamente por isso, o indicativo de aceitação da FUP foi encarado pela categoria como uma traição.

Os petroleiros também cobram a reincorporação do Sindipetro-RJ no processo de negociação em andamento. Além de manter a retirada de direitos, última proposta do TST exclui esta base, que representa um terço dos petroleiros.

Se esta exclusão for confirmada, representará, na prática, o enfraquecimento da categoria. É inaceitável que a FUP tenha assinado embaixo deste grave ataque, que divide a categoria, retira direitos e ainda entrega de bandeja à Petrobrás os trabalhadores das unidades que estão em processo de privatização.

Adaedson Costa, do Litoral Paulista, lembra ainda que a campanha reivindicatória dos petroleiros, se vitoriosa, pode colocar em xeque uma política que prejudica não só a categoria petroleira, mas o país. "Estamos lutando por direitos e pela defesa de nossos empregos, mas também por uma Petrobrás a serviço do povo e em defesa do meio ambiente. A história já nos deu fartas provas de que em uma estatal privatizada os trabalhadores, a população e o país deixam de ser prioridade. Só retomando o seu caráter público poderemos, inclusive, garantir preço justo no gás de cozinha, gasolina e diesel, ajudando milhões de famílias brasileiras”.

Confira vídeo com a posição da direção da FNP:



Ninguém fica pra trás: RJ deve ser incluído!
Rejeitar a proposta do TST e recolocar a greve nacional na ordem do dia!

Fonte: FNP

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