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Por imprensa-al em 29/04/2020 11:22

Medidas paliativas das empresas visam mais o lucro do que a preservação da vida dos trabalhadores

Em tempos de pandemia do novo coronavírus todo cuidado é pouco para preservar a saúde dos trabalhadores. No entanto, o que observamos são algumas empresas químicas e petroquímicas, adotando medidas de forma, flagrantemente irresponsáveis e, pasmem, até criminosas. Gestores e gerentes fingem que seguem as orientações das autoridades sanitárias, todavia, aproveitam-se da crise para reduzir salários e demitir. Ao mesmo tempo, se recusam a reduzir as atividades das fábricas ao mínimo necessário para evitar a propagação da doença no local de trabalho. Entre as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e o lucro, os gestores continuam colocando na sua cesta de prioridades os ganhos econômicos das empresas.  

As recomendações da OMS, para prevenir que o meio ambiente de trabalho seja um vetor do novo coronavírus (Covid-19), são tratadas como algo meramente figurativo. Não há plano de contingência eficiente para evitar contatos desnecessários e ocorrem, também, falhas na promoção da higiene. São poucas ou quase nenhuma as empresas que têm adotado medidas sanitárias para combater o avanço da doença.

Ao invés de praticar medidas simples como: distribuir lenços, luvas e máscaras, além de disponibilizar pias e álcool em gel para lavagem e limpeza das mãos, os patrões exigem mais sacrifícios dos trabalhadores. Na Petrobrás, por exemplo, a gestão de Castello Branco aumentou a escala de trabalho de 8h para 12h nas refinarias, termelétricas e terminais, e ainda propôs redução de salário de 25% dos petroleiros (as). Já para a alta cúpula da companhia, os privilégios não param. A empresa pretende triplicar em 26,6% o teto de pagamento de bônus aos grandes executivos da empresa.

O Sindipetro AL-SE está atento e vai recorrer as ações necessárias para rechaçar qualquer atitude temerária das empresas que coloquem em risco a vida dos trabalhadores/as. Neste momento em que o mundo inteiro se preocupa em evitar a disseminação da Covid-19, não podemos admitir que as metas de produção e  lucro sejam motivos para aumentar o número de mortos por essa doença.  Para nós a vida continua em primeiro lugar e não tem preço.

 

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