Categoria: Braskem

Postado em 19/06/2012 13:44

Promessas não cumpridas da Braskem têm afetado a credibilidade da empresa

Apesar de querer levar uma vida “moderninha”, o ranço reacionário e o falso discurso da Braskem ainda soam muito alto. O jeito Odebrecht tenta apagar um passado de empreiteira com grandes obras públicas superfaturadas, escândalos e embaraços políticos. No entanto, sua relação com os funcionários está muito afeita ao atraso e falta de transparência.

Nos últimos anos a credibilidade da empresa tem diminuído junto aos trabalhadores. Também não é pra menos. A Braskem tem feito promessas de investir no ser humano, valorizar o operário, mas muitas delas ou são desmentidas pelos gerentes ou são intencionalmente esquecidas.

Exemplo disso ocorreu durante as palestras de ciclo de planejamento, onde os gestores prometeram fazer uma espécie de equiparação, para reduzir a disparidade de salários entre as unidades de Alagoas e Bahia. Depois que as cobranças começaram a aparecer, eles negaram tudo, dizendo que houve um mal entendido.

Outro compromisso assumido e não cumprido foi com relação ao pagamento de um prêmio aos trabalhadores envolvidos na ampliação da unidade de PVC. Havia uma promessa de que os operários receberiam uma gratificação nos mesmos moldes pagos na unidade de Paulínia/SP. Ou seja, todos ganhariam entre dois e dois e meio salários brutos, independente de Plano de Ação (PA). Agora a conversa é diferente. O prêmio fica condicionado exatamente ao PA, com suas metas de produção elevadas e critérios rigorosos de vendas, calendário de partida, acidentes na planta, avaliação subjetiva dos chefes, etc. Resultado: é quase impossível superar o PA, cabendo aos trabalhadores receber nenhuma quantia ou quase nada.

É por essas e outras que a credibilidade da Braskem tem perdido validade. Hoje é mais fácil acreditar que um camelo pode passar pelo buraco da agulha, do que nas palavras maliciosas da empresa.

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