Categoria: Petrobras

Postado em 13/03/2013 15:55

PLR: Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Norte Fluminense estão rejeitando proposta

Prova de que o indicativo da FUP é uma grande traição aos trabalhadores, diversas bases fupistas estão atropelando suas direções e rejeitando o valor oferecido pela Petrobrás. Nas bases do Rio Grande do Norte e Espírito Santo, onde os próprios sindicatos contrariaram a decisão do Conselho Deliberativo e indicaram rejeição, os petroleiros estão dizendo NÃO à proposta.

No Norte Fluminense, uma das bases mais importantes da federação governista, mesmo com o indicativo de aceitação de sua direção os trabalhadores estão rejeitando amplamente a proposta. O resultado parcial divulgado até agora pelo Sindicato mostra 407 votos contra a proposta e 258 a favor. Na Bahia, cujo sindicato também foi contra a aceitação da proposta, as assembleias ainda não foram iniciadas, mas a previsão é de que os trabalhadores também digam NÃO ao valor oferecido.

FUP ATUA CONTRA A CATEGORIA

Os governistas tentam, mais uma vez, preparar uma nova derrota para a categoria. A realização de assembleias-relâmpago em bases pequenas e que, infelizmente, têm ultimamente aprovado propostas rebaixadas, faz parte do pacote de maldade da FUP. Não é mera coincidência o indicativo de aceitação em um dia e na manhã seguinte a realização de assembleias nas bases onde os trabalhadores ainda estão sob o domínio de direções ainda mais burocráticas e governistas.

Por isso, desafiamos os governistas a iniciarem suas assembleias nas bases que tradicionalmente puxam as mobilizações como Norte Fluminense, Bahia, Rio Grande do Norte e Unificado São Paulo. Neste ano, as rejeições em bases importantes demonstram que, mesmo com toda a manobra da FUP, os trabalhadores estão dispostos a rejeitar esta proposta nacionalmente e passar por cima de mais uma traição da direção chapa branca.

AFINAL, QUEM DIVIDE A CATEGORIA?

Mais uma vez, a FNP buscou a outra federação para a construção de uma greve nacional. Fizemos todos os esforços possíveis para unificar a categoria na luta.

Ao invés disso e contrariando a vontade de seus representados, a FUP apostou no divisionismo e na confusão, com seu calendário de mobilização pouco convincente. Além disso, durante toda a campanha não respondeu a nenhum dos chamados da FNP de unidade na luta e construção de um comando de greve. Agora, sabemos o porquê.

Apesar de rejeitar a proposta num primeiro momento, suspendeu a greve e preparou-se para entregar os pontos logo em seguida. Agora, indica a aceitação de uma proposta praticamente idêntica, jogando uma cortina de fumaça com a história do regramento.

Com informações de A Base Presente (Oposição do Sindipetro Unificado SP) e de CSP-Conlutas

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