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História

Em mais de meio século de existência e de muita luta, o SINDIPETRO AL/SE ajudou a construir a história dos trabalhadores alagoanos, sergipanos e de todo o Brasil. Uma história construída por milhares de trabalhadores em cada greve, em cada ato, em cada seminário, em cada congresso. Uma história de alegria, algumas tristezas, grandes vitórias, algumas derrotas.

Uma história construída com muita resistência e luta. Feita por diversas mãos, múltiplas faces, homens e mulheres, operários e operárias, que deixaram suas marcas no decorrer dos 50 anos que já ultrapassamos.

Somos um Sindicato de todos os trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas e, também, dos terceirizados. Não podemos deixar que a cor de um crachá ou o uniforme divida os trabalhadores.

Atualmente, representamos trabalhadores de dezenas de empresas terceirizadas e lutamos para representar de tantas outras. Não aceitamos nenhum tipo de discriminação. Somos contra qualquer tipo de preconceito. Trabalho igual, salário igual! Essa é a nossa bandeira de luta.

Somos um sindicato de trabalhadores químicos, petroquímicos e petroleiros, que são a peça fundamental para que este sindicato mantenha-se como um forte instrumento da classe trabalhadora, com independência dos governos e dos patrões.

Unificação

Em 1999 realizamos nosso Congresso de Unificação, uma data que marcará para sempre a nossa história. O Sindicato dos Petroleiros e o Sindicato dos Químicos tornaram-se um só: Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Químicos, Petroquímicos, Fertilizantes e Plásticos dos Estados de Alagoas & Sergipe.

Lutas e greves

Resistência e Luta é a marca registrada do Sindipetro AL/SE. Realizamos greves históricas, como em 1995, e importantes lutas. Resistimos à quebra do monopólio estatal do petróleo; impedimos a privatização da FAFEN; somos referência nacional na luta pela Anistia dos demitidos da Petrobrás e da extinta Petromisa; lutamos bravamente até conseguir o pagamento da URP; combatemos firmemente o uso do amianto e do benzeno; desenvolvemos a campanha contra os leilões de petróleo; e estamos na linha de frente contra a exploração do gás de folhelho (gás de xisto).

Em 2013 fomos protagonistas de uma grande greve. Há 18 anos a nossa categoria não se envolvia nacionalmente em uma mobilização como essa. Foi uma greve vitoriosa, que entrou para a história.  Petroleiros e petroleiras se enfrentaram contra o Governo Dilma, do PT, pela suspensão do Leilão do Campo de Libra. A força do movimento era tanta que a presidente acionou as forças armadas contra os trabalhadores e garantir, a qualquer custo, a realização desse crime contra a soberania do nosso país.

Defesa da Petrobrás 100% Estatal e do Monopólio Estatal do Petróleo

O governo FHC (PSDB) quebrou o monopólio estatal do petróleo em 1997 transferindo toda a riqueza da Petrobrás para Agência Nacional do Petróleo (ANP). A Petrobrás foi transformada em uma empresa multinacional que visa fundamentalmente o lucro dos acionistas.

 

Este modelo de empresa permaneceu nos governos Lula e Dilma (PT). Lula, sozinho, entregou mais blocos de petróleo que FHC. Dilma não ficou para trás e, em menos de quatro anos, privatizou mais o petróleo que o presidente tucano.

Junto com a FNP, outros sindicatos e entidades dos movimentos sociais, desenvolvemos a campanha ‘O petróleo tem que ser nosso’. Hoje, grande parte do petróleo e gás descoberto pela Petrobrás não é nosso. Precisamos mudar o marco regulatório, cancelar os futuros leilões, suspender os já realizados, recuperar o monopólio do Estado e defender uma Petrobrás 100% estatal, sob o controle dos trabalhadores.

Químicos e Petroquímicos

Antes da unificação, nosso sindicato foi formado por dois outros sindicatos, o Sindipetro e o Sindiquímica. Os químicos possuem uma história marcada por importantes vitórias. Enquanto dezenas de laboratórios farmacêuticos pelo Brasil foram privatizados, conseguimos manter o Lifal público e estatal. Hoje, seguimos na luta contra os que pretendem privatizá-lo. Conseguimos também manter com muita luta a Fafen estatizada.

Lutamos contra a privatização da antiga Salgema e, infelizmente, não conseguimos ser vitoriosos. Mas prosseguimos junto com os trabalhadores da Braskem na defesa dos moradores e do meio-ambiente do Pontal e pelo banimento do amianto. Os trabalhadores de fertilizantes também fazem parte dessa história. Houveram lutas importante em empresas como Timac Agro, Usifertil e Heringer.

Anistia

Anistia ampla, geral e irrestrita. Essa é uma bandeira de luta que tem tudo a ver com o Sindipetro AL/SE. Quando todos desistiram de lutar, diziam que a derrota era certa, nos mantivemos firmes na luta. Reintegramos nossos companheiros demitidos pela Petrobrás no auge das nossas grandes greves, como a de 2005. Ainda hoje lutamos pelos nossos companheiros químicos demitidos arbitrariamente pela Braskem. Assim como, já readmitimos e reintegramos centenas de companheiros da extinta Petromisa. Lutaremos até o fim. Queremos todos os nossos companheiros em seus postos de trabalho. Desistir, jamais. Lutar, sempre!

FNP e CSP Conlutas

O novo pede passagem e o Sindicato é parte desse momento no movimento sindical brasileiro. O Sindipetro AL/SE deixou suas marcas nas lutas contra a ditadura militar, nas Diretas Já! e no Fora Collor. Fomos peça importante na construção da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e da mesma forma fomos pioneiros na ruptura quando estas entidades deixaram de lutar em defesa dos trabalhadores.

Hoje, juntos com os Sindipetros RJ, Litoral Paulista, São José dos Campos e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá estamos construindo a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). Bem como, juntos com centenas de sindicatos, oposições sindicais, entidades do movimento popular e estudantil estamos construindo a Central Sindical e Popular – Conlutas.